por Jhenrique » Sáb Nov 10, 2012 18:57
Comecei a relacionar todas as operações básicas e tentar compreedê-las, foi então que eu entendi de fato o que significa a parte literal de um monômio, ele é uma grandeza, na óptica da geometria, é um segmento de reta, logo, possui comprimento definido. Então, o produto de um segmento

por um

é a área

, porém, como o assunto é comprimento e comprimento é grandeza vetorial, pensei se o segmento

e o

, na verdade, não são vetores

e

, respectivamente. Essa é a
1ª dúvida.
Em caso positivo, então porque o produto entre 2 vetores é diferente do produto entre 2 segmentos?
Em caso negativo, então o que vem a ser um segmento de comprimento

? É uma grandeza que cuja direção e sentido não importa, sendo importante apenas a magnitude, ou seja, é uma grandeza escalar?
2ª) Como posso diferenciar escalar de escalar? Em G.A., estuda-se o produto de um vetor (como a força, p ex) por um escalar (coeficente). Mas também existe o produto de um escalar (como a temperatura, p ex) por um escalar (coeficente), neste caso, como posso distinguir um do outro se eles recebem o mesmo nome?
Outro exemplo:

, aqui o

não é coeficente, o coeficente, na verdade, é

, e a parte literal é

,

dá a entender que está sendo somado

segmentos de medida

a uma área de

, o que não faz sentido, pois medida linear e quadrática são de gêneros diferentes.
E quanto a seguinte equação:

, será que esses números representam a soma de áreas ou a soma de comprimentos ou a soma de coeficientes? Que me dizem?
Obg!
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por MarceloFantini » Sáb Nov 10, 2012 20:04
Jhenrique escreveu:Comecei a relacionar todas as operações básicas e tentar compreedê-las, foi então que eu entendi de fato o que significa a parte literal de um monômio, ele é uma grandeza, na óptica da geometria, é um segmento de reta, logo, possui comprimento definido. Então, o produto de um segmento

por um

é a área

, porém, como o assunto é comprimento e comprimento é grandeza vetorial, pensei se o segmento

e o

, na verdade, não são vetores

e

, respectivamente. Essa é a
1ª dúvida.
Em caso positivo, então porque o produto entre 2 vetores é diferente do produto entre 2 segmentos?
Em caso negativo, então o que vem a ser um segmento de comprimento

? É uma grandeza que cuja direção e sentido não importa, sendo importante apenas a magnitude, ou seja, é uma grandeza escalar?
Sim, é uma grandeza escalar. Apenas é necessário comprimento para caracterizar um segmento.
Jhenrique escreveu:2ª) Como posso diferenciar escalar de escalar? Em G.A., estuda-se o produto de um vetor (como a força, p ex) por um escalar (coeficente). Mas também existe o produto de um escalar (como a temperatura, p ex) por um escalar (coeficente), neste caso, como posso distinguir um do outro se eles recebem o mesmo nome?
Novamente, você quer misturar física e matemática fazendo os dois errados. Não se diferencia escalar de escalar, pelo menos se eles pertencerem ao mesmo
corpo (termo da álgebra abstrata). Um corpo é um conjunto com duas operações que satisfazem tudo que conhecemos: adição onde todo elemento tem inverso, existe elemento neutro, etc, e multiplicação para todo elemento não-nulo, com elemento identidade, associatividade, comutatividade, etc. De forma simples, exemplos de corpos são os racionais

, os reais

e os complexos

. Os inteiros

formam um anel, ou seja, não existe inverso multiplicativo para todo elemento. Inclusive, não é necessário nem identidade, associatividade e comutatividade, apenas a adição usual e a distributiva pela esquerda e pela direita.
Agora, o que você está falando envolve física, pois envolve unidades. Ora, normalmente trabalha-se com unidades como se trabalha com números normalmente, onde você só pode somar e subtrair mesmas unidades, porém é possível multiplicar e dividir unidades diferentes. Quando multiplicamos uma quantidade física por um número adimensional, normalmente este pode ser interpretado como uma dilatação ou contração da quantidade dita. Porém esta é uma interpretação física, não matemática.
Jhenrique escreveu:Outro exemplo:

, aqui o

não é coeficente, o coeficente, na verdade, é

, e a parte literal é

,

dá a entender que está sendo somado

segmentos de medida

a uma área de

, o que não faz sentido, pois medida linear e quadrática são de gêneros diferentes.
E quanto a seguinte equação:

, será que esses números representam a soma de áreas ou a soma de comprimentos ou a soma de coeficientes? Que me dizem?
Obg!
Começou, novamente, suas interpretações erradas. Os números que acompanham as potências são sempre os coeficientes, por definição. A "parte literal" é sempre a variável, por ser uma letra. Se você quer interpretar

, pense que você tem dois quadrados de lados

e 4, respectivamente. A área resultante do quadrado juntando-se ambos terá a área do primeiro,

, mais a área do segundo,

, mais um pedaço que é equivalente a

quando medido. Veja como a sua interpretação física falha gravemente pelo fato de você ignorar unidades e não ter regras consistentes para suas conclusões.
Soma de números é um número, simplesmente. Ou, nos termos acima, soma de escalares é um escalar. Sem você atribuir unidades, não é possível tirar significado desta soma. Como já disse anteriormente, só podemos somar ou subtrair unidades iguais, então se o primeiro for peso, o segundo tempo e o terceiro comprimento esta soma não existe fisicamente.
Como você já perguntou em tópicos anteriores: quer aprender matemática "de verdade"? Pare de atribuir estes significados e estude a coisa de uma forma mais abstrata.
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por Jhenrique » Sáb Nov 10, 2012 22:18
A própria geometria matemática trabalha com valores ao quadrado e ao cubo sem defenir unidade, não é falha minha, esta é a principal razão deste tópico: na matemática, quando eu vejo um número, eu só sei que ele é um escalar, mais nada, não sei se ele é adimensional, unidimensional, bidimensional, tridimensional ou uma mistura dimensional. É esta disinção dimensional que eu gostaria de saber se posso fazer e como fazer!!!
Outra coisa...
Já percebi que todo escalar não precisa estar associado necessariamente a uma unidade. Mas e o vetor? Todo vetor precisa estar associado necessariamente a uma unidade?
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por MarceloFantini » Sáb Nov 10, 2012 22:22
Nenhuma entidade matemática precisa estar associada a unidades.
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por Jhenrique » Seg Nov 12, 2012 01:49
Estou refletindo em tudo no que você está me dizendo. P ex, eu nunca havia percebido essa lei explicitamente.
MarceloFantini escreveu:só pode somar e subtrair mesmas unidades, porém é possível multiplicar e dividir unidades diferentes.
...
Jhenrique escreveu:E quanto a seguinte equação:

, será que esses números representam a soma de áreas ou a soma de comprimentos ou a soma de coeficientes? Que me dizem?
MarceloFantini escreveu:[...]não é possível tirar significado desta soma. Como já disse anteriormente, só podemos somar ou subtrair unidades iguais[...]
Mas tipo... seja

e

, então a soma acima pode ser expressa pela equação

ou seja, é a soma de quadrados. Mas vc pode me dizer... "há como é que eu ia saber que vc tinha em mente um quadrado"... Poizé, hj eu já tenho 20 anos de idade, já resolvi muitas equações do 2º grau sem saber que as minhas contas faziam jus a um quadrado. Então eu comecei a perceber que na matemática e na geometria (
note que eu não estou falando de física e nem de unidades físicas), os números e as letras podem assumir dimensões implícitas, por exemplo, 25 pode ser 5 ao
quadrado. Então Marcelo, foi por isso que eu te perguntei se um escalar possui dimensão e se há alguma maneira de discerní-la com um olhar de raio-x.
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por MarceloFantini » Seg Nov 12, 2012 05:27
Jhenrique escreveu:Estou refletindo em tudo no que você está me dizendo. P ex, eu nunca havia percebido essa lei explicitamente.
MarceloFantini escreveu:só pode somar e subtrair mesmas unidades, porém é possível multiplicar e dividir unidades diferentes.
...
Esta é uma regra da física.
Jhenrique escreveu:Jhenrique escreveu:E quanto a seguinte equação:

, será que esses números representam a soma de áreas ou a soma de comprimentos ou a soma de coeficientes? Que me dizem?
MarceloFantini escreveu:[...]não é possível tirar significado desta soma. Como já disse anteriormente, só podemos somar ou subtrair unidades iguais[...]
Mas tipo... seja

e

, então a soma acima pode ser expressa pela equação

ou seja, é a soma de quadrados. Mas vc pode me dizer... "há como é que eu ia saber que vc tinha em mente um quadrado"... Poizé, hj eu já tenho 20 anos de idade, já resolvi muitas equações do 2º grau sem saber que as minhas contas faziam jus a um quadrado. Então eu comecei a perceber que na matemática e na geometria (
note que eu não estou falando de física e nem de unidades físicas), os números e as letras podem assumir dimensões implícitas, por exemplo, 25 pode ser 5 ao
quadrado. Então Marcelo, foi por isso que eu te perguntei se um escalar possui dimensão e se há alguma maneira de discerní-la com um olhar de raio-x.
Justamente pelo seu argumento que eu digo que não assumem dimensões implícitas, por poder ser escrito desta forma. Vamos supor que fosse metros. O que está querendo dizer é que

. Não! Não existem dimensões implícitas. Não assuma que existem. Isto está errado e não faz sentido.
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por Jhenrique » Ter Nov 13, 2012 22:35
As dimensões que eu estou me referindo seria com relação aos expoentes, a não com relação às unidades físicas.
Por exemplo... se vc afirma que a matemática ou os números ou a álgebra não assumuem dimensões, então porque um espaço tridimensional é definido como

?
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por MarceloFantini » Qua Nov 14, 2012 07:39
Para responder à esta pergunta, eu sugiro que você estude álgebra linear.
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por Jhenrique » Ter Jan 01, 2013 17:31
Marcelo, eu queria deixa este tópico quietinho mas não dá, preciso perguntar pra desencargo de consciência!
Você afirmou que:
MarceloFantini escreveu:só pode somar e subtrair mesmas unidades, porém é possível multiplicar e dividir unidades diferentes.
E isso faz muito sentido quando analisamos as equações dimensionais de grandezas que variam segundo este modelo:

Mas nem todas as grandezas físicas ou abstratas variam conforme este modelo, mas podem variar assim também:
![y=1\times y\times \sqrt[dx]{dy}^x\times \sqrt[dx^2]{d^2y}^{x^2}\times ...\times \sqrt[dx^n]{d^ny}^{x^n} y=1\times y\times \sqrt[dx]{dy}^x\times \sqrt[dx^2]{d^2y}^{x^2}\times ...\times \sqrt[dx^n]{d^ny}^{x^n}](/latexrender/pictures/737b31686392a994f451d541dee9f751.png)
E ainda podem variar como a composição desses dois modelos com mais variáveis... mas deixa pra lá...
Enfim, como ficam as regras do jogo para o modelo acima?
É estranho... porque no final das contas fica que

, ou seja:

, que irá representar um problema ao substituir algebricamente a grandeza y por seu valor e unidade, então no primeiro membro teremos a unidade^1 e, no segundo, a mesma unidade^n !
Sem contar que o logaritmo entre duas grandezas é o primo da razão entre duas grandezas, no entanto, nunca vi ninguém calcular o logaritmo entre duas grandezas! E também tenho dúvidas de como ficaria a análise dimensional nesses casos.
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Assunto:
método de contagem
Autor:
sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 09:10
Veja este exercício:
Se A = {

} e B = {

}, então o número de elementos A

B é:
Eu tentei resolver este exercício e achei a resposta "três", mas surgiram muitas dúvidas aqui durante a resolução.
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?
No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:
existe oposto de zero?
existe inverso de zero?
zero é par, certo?
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x?
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z?
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z?
A resposta é 3?
Obrigado.
Assunto:
método de contagem
Autor:
Molina - Seg Mai 25, 2009 20:42
Boa noite, sinuca.
Se A = {

} você concorda que n só pode ser de 1 a 20? Já que pertence aos naturais?
Ou seja, quais são os divisores de 20? Eles são seis: 1, 2, 4, 5, 10 e 20.
Logo, o conjunto A é
A = {1, 2, 4, 5, 10, 20}
Se B = {

} você concorda que x será os múltiplos de 5 (positivos e negativos)? Já que m pertence ao conjunto Z?
Logo, o conjunto B é
B = {... , -25, -20, -15, -10, -5, 0, 5, 10, 15, 20, 25, ...
Feito isso precisamos ver os números que está em ambos os conjuntos, que são:
5, 10 e 20 (3 valores, como você achou).
Vou responder rapidamente suas dúvidas porque meu tempo está estourando. Qualquer dúvida, coloque aqui, ok?
sinuca147 escreveu:No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:
existe oposto de zero? sim, é o próprio zero
existe inverso de zero? não, pois não há nenhum número que multiplicado por zero resulte em 1
zero é par, certo? sim, pois pode ser escrito da forma de 2n, onde n pertence aos inteiros
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x? Sim, pois basta pegar x e multiplicar por -1 que encontramos -x
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z? Sim, tais perguntando se todo número é multiplo de si mesmo
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z? Sim, pois basta pegar -z e multiplicar por -1 que encontramos x
A resposta é 3? Sim, pelo menos foi o que vimos a cima
Bom estudo,

Assunto:
método de contagem
Autor:
sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 23:35
Obrigado, mas olha só este link
http://www.colegioweb.com.br/matematica ... ro-natural
neste link encontra-se a a frase:
Múltiplo de um número natural é qualquer número que possa ser obtido multiplicando o número natural por 0, 1, 2, 3, 4, 5, etc.
Para determinarmos os múltiplos de 15, por exemplo, devemos multiplicá-lo pela sucessão dos números naturais:
Ou seja, de acordo com este link -5 não poderia ser múltiplo de 5, assim como 5 não poderia ser múltiplo de -5, eu sempre achei que não interessava o sinal na questão dos múltiplos, assim como você me confirmou, mas e essa informação contrária deste site, tem alguma credibilidade?
Há e claro, a coisa mais bacana você esqueceu, quero saber se existe algum método de contagem diferente do manual neste caso:
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?
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