por diegol » Qui Abr 24, 2014 12:16
Pessoal, estou tentando provar o resultado de um limite pela sua definição, no entanto, só consigo fazer para no máximo funções de segundo grau, e eu gostaria de saber as manipulações necessárias para uma de terceiro. Vejam o raciocínio base para uma de segundo:
Provar, pela definição, que

Para que isso seja verdade, por definição, deve


Vê-se que caso uma constante

for encontrada, poderemos fazer

, de modo a conjecturar um valor para

Como queremos um

pequeno, podemos supor que

, e, através de algumas manipulações,

Portanto, encontramos um valor

adequado; no entanto, adquirimos duas restrições para

, quais sejam:

e

E, como

, os dois valores sugestivamente parecem ser adequados para

; assim, para satisfazer as duas equações, conjecturamos
![\delta = min[{1, \dfrac{\epsilon}{7}] \delta = min[{1, \dfrac{\epsilon}{7}]](/latexrender/pictures/85f1f18e3890d11408745eebf5ce5ada.png)
.
Pois bem, no entanto, queremos a recíproca destas conclusões, analisamos-a:
Dado

e
![\delta = min[{1, \dfrac{\epsilon}{7}] \delta = min[{1, \dfrac{\epsilon}{7}]](/latexrender/pictures/f2b83e9d3c07e78f23e5bf719bcee82d.png)
, temos que:
Se

:

Se

:

Nesse caso, vemos que:

Assim, por definição, o limite sumariamente exposto é verdadeiro.
Agora vejamos para uma função do 3º grau:
Prove, pela definição, que

Isto é verdade, por definição, como anteriormente exposto, se, e somente se,


Vemos que |x^3 - 8| < |x-2||x^2+2x+4|, ou seja, se acharmos um

, poderemos fazer:

E a partir daí seguir como feito no exemplo anterior.
Eu gostaria de supor que

, mas não consegui isolar

a partir daí... alguém pode me explicar como fazê-lo? Agradeço sugestões...
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diegol
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por diegol » Qui Abr 24, 2014 12:40
Ok, eu conclui que não preciso isolar fator algum, vejam:
Supondo-se que

, obtemos:

, daí:

Portanto achamos uma constante

, certo?
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diegol
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por Man Utd » Sex Abr 25, 2014 00:01
Está correto sim.

Só lembrando que tbm poderíamos escolher

ou qualquer outro valor pequeno,Por exemplo :

então :

Esboçando

no intervalo

,percebemos que :

, então :



então bastar tomar :

, então temos que :
![\delta min=\left[\frac{1}{2},\frac{4 \epsilon}{61} \right] \delta min=\left[\frac{1}{2},\frac{4 \epsilon}{61} \right]](/latexrender/pictures/f2ce447e61c99bef3160531873009c3b.png)
,provando que funciona :

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por e8group » Sex Abr 25, 2014 00:16
vou apenas , digamos , rascunhar para poder verificar se sua solução está coerente . Começamos de trás p/ frente ...
Temos

. Como estamos trabalhando com

próximo de 3 , logo

. E com isso ,

.Aqui já consigo ver que sua solução está coerente .
Vamos para o próximo .
Queremos provar que

.
Temos

.
Além disso , se

então

. Daí ,

.
Novamente vejo que sua solução está coerente , parece que escolheu delta adequadamente .
Também podemos generalizar a potência para

natural quaisquer , e para um ponto genérico

fixado e provar que

. O raciocínio é análogo para este caso mais geral .
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Cálculo: Limites, Derivadas e Integrais
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Assunto:
método de contagem
Autor:
sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 09:10
Veja este exercício:
Se A = {

} e B = {

}, então o número de elementos A

B é:
Eu tentei resolver este exercício e achei a resposta "três", mas surgiram muitas dúvidas aqui durante a resolução.
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?
No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:
existe oposto de zero?
existe inverso de zero?
zero é par, certo?
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x?
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z?
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z?
A resposta é 3?
Obrigado.
Assunto:
método de contagem
Autor:
Molina - Seg Mai 25, 2009 20:42
Boa noite, sinuca.
Se A = {

} você concorda que n só pode ser de 1 a 20? Já que pertence aos naturais?
Ou seja, quais são os divisores de 20? Eles são seis: 1, 2, 4, 5, 10 e 20.
Logo, o conjunto A é
A = {1, 2, 4, 5, 10, 20}
Se B = {

} você concorda que x será os múltiplos de 5 (positivos e negativos)? Já que m pertence ao conjunto Z?
Logo, o conjunto B é
B = {... , -25, -20, -15, -10, -5, 0, 5, 10, 15, 20, 25, ...
Feito isso precisamos ver os números que está em ambos os conjuntos, que são:
5, 10 e 20 (3 valores, como você achou).
Vou responder rapidamente suas dúvidas porque meu tempo está estourando. Qualquer dúvida, coloque aqui, ok?
sinuca147 escreveu:No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:
existe oposto de zero? sim, é o próprio zero
existe inverso de zero? não, pois não há nenhum número que multiplicado por zero resulte em 1
zero é par, certo? sim, pois pode ser escrito da forma de 2n, onde n pertence aos inteiros
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x? Sim, pois basta pegar x e multiplicar por -1 que encontramos -x
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z? Sim, tais perguntando se todo número é multiplo de si mesmo
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z? Sim, pois basta pegar -z e multiplicar por -1 que encontramos x
A resposta é 3? Sim, pelo menos foi o que vimos a cima
Bom estudo,

Assunto:
método de contagem
Autor:
sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 23:35
Obrigado, mas olha só este link
http://www.colegioweb.com.br/matematica ... ro-natural
neste link encontra-se a a frase:
Múltiplo de um número natural é qualquer número que possa ser obtido multiplicando o número natural por 0, 1, 2, 3, 4, 5, etc.
Para determinarmos os múltiplos de 15, por exemplo, devemos multiplicá-lo pela sucessão dos números naturais:
Ou seja, de acordo com este link -5 não poderia ser múltiplo de 5, assim como 5 não poderia ser múltiplo de -5, eu sempre achei que não interessava o sinal na questão dos múltiplos, assim como você me confirmou, mas e essa informação contrária deste site, tem alguma credibilidade?
Há e claro, a coisa mais bacana você esqueceu, quero saber se existe algum método de contagem diferente do manual neste caso:
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?
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