• Anúncio Global
    Respostas
    Exibições
    Última mensagem

Algebra Linear

Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Ter Jan 24, 2012 22:30

Alguém pode me ajudar?


Sejam T, S operadores lineares de V em V, (V é espaço vetorial). Mostre que se (S o T - I) é injetora entõ (T o S - I) é injetora , (I é a identidade).
(Sugestão: SoT(ToS-I) = (SoT-I)oS.)
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando

Re: Algebra Linear

Mensagempor LuizAquino » Qua Jan 25, 2012 20:17

nietzsche escreveu:Sejam T, S operadores lineares de V em V, (V é espaço vetorial). Mostre que se (S o T - I) é injetora entõ (T o S - I) é injetora , (I é a identidade).
(Sugestão: SoT(ToS-I) = (SoT-I)oS.)


Eu presumo que a sugestão na verdade seja S\circ (T\circ S - I) = (S\circ T - I)\circ S .

Por hipótese, (S\circ T - I) é injetora. Como sabemos que I é injetora, temos que S será injetora (justifique essa passagem).

Como (S\circ T - I) e S são injetoras, temos que (S\circ T - I)\circ S é injetora (justifique essa passagem).

Lembrando-se das propriedades de composições e que I é a identidade, podemos escrever que:

(S\circ T - I)\circ S = (S\circ T)\circ S - I\circ S

= S\circ (T\circ S) - I\circ S

= S\circ (T\circ S) - S\circ I

= S\circ (T\circ S - I)

Em resumo, temos que:

(S\circ T - I)\circ S = S\circ (T\circ S - I)

Sendo assim, como (S\circ T - I)\circ S é injetora, temos que S\circ (T\circ S - I) também é injetora.

Como S \circ (T\circ S - I) e S são injetoras, temos que (T\circ S - I) é injetora (justifique essa passagem).
professoraquino.com.br | youtube.com/LCMAquino | @lcmaquino

"Sem esforço, não há ganho."
Dito popular.
Avatar do usuário
LuizAquino
Colaborador Moderador - Professor
Colaborador Moderador - Professor
 
Mensagens: 2654
Registrado em: Sex Jan 21, 2011 09:11
Localização: Teófilo Otoni - MG
Formação Escolar: PÓS-GRADUAÇÃO
Área/Curso: Mestrado - Modelagem Computacional
Andamento: formado

Re: Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Qui Jan 26, 2012 00:27

Olá Luiz,
a dica era a que você falou mesmo, escrevi errado, desculpa.

Você disse:

"Por hipótese, (SoT - I) é injetora. Como sabemos que I é injetora, temos que S será injetora (justifique essa passagem)"

mas como provo que S é injetora?

Acho que o certo é:
Se T é um operador,
ToU = I => T é sobrejetora (no problema não seria S é sobrejtora pois tem inversa a direta?)
SoT = I => T é injetora
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando

Re: Algebra Linear

Mensagempor LuizAquino » Qui Jan 26, 2012 01:08

nietzsche escreveu:Você disse:

"Por hipótese, (SoT - I) é injetora. Como sabemos que I é injetora, temos que S será injetora (justifique essa passagem)"

mas como provo que S é injetora?


Que tal pensar mais um pouco sobre o exercício? Eu já indiquei mais de 75% do caminho! Tente continuar!

A ideia é imaginar o que aconteceria com (S\circ T - I) caso S não fosse injetora.

Comece pelo caso trivial, no qual S é o operador identicamente nulo.

nietzsche escreveu:Acho que o certo é:
Se T é um operador,
ToU = I => T é sobrejetora (no problema não seria S é sobrejtora pois tem inversa a direta?)
SoT = I => T é injetora


Como T e S são de V em V, se elas são injetoras, então também são sobrejetoras. O contrário também é válido: se elas são sobrejetoras, então também são injetoras. Use o Teorema do Núcleo e da Imagem para verificar isso.
professoraquino.com.br | youtube.com/LCMAquino | @lcmaquino

"Sem esforço, não há ganho."
Dito popular.
Avatar do usuário
LuizAquino
Colaborador Moderador - Professor
Colaborador Moderador - Professor
 
Mensagens: 2654
Registrado em: Sex Jan 21, 2011 09:11
Localização: Teófilo Otoni - MG
Formação Escolar: PÓS-GRADUAÇÃO
Área/Curso: Mestrado - Modelagem Computacional
Andamento: formado

Re: Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Qui Jan 26, 2012 08:28

Mas nesse problema a dimensão do espaço vetorial V não é finita, logo não posso usar o teorema do núcleo/imagem nem dizer que se T é sobrejetiva, então é injetiva.
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando

Re: Algebra Linear

Mensagempor LuizAquino » Qui Jan 26, 2012 13:54

nietzsche escreveu:Mas nesse problema a dimensão do espaço vetorial V não é finita, logo não posso usar o teorema do núcleo/imagem nem dizer que se T é sobrejetiva, então é injetiva.


Em que contexto esse exercício foi proposto? Ou seja, que conteúdos foram estudados antes dele? Você retirou esse exercício de algum livro?

Se V for de dimensão infinita, então é necessário mexer mais no caminho que indiquei acima.
professoraquino.com.br | youtube.com/LCMAquino | @lcmaquino

"Sem esforço, não há ganho."
Dito popular.
Avatar do usuário
LuizAquino
Colaborador Moderador - Professor
Colaborador Moderador - Professor
 
Mensagens: 2654
Registrado em: Sex Jan 21, 2011 09:11
Localização: Teófilo Otoni - MG
Formação Escolar: PÓS-GRADUAÇÃO
Área/Curso: Mestrado - Modelagem Computacional
Andamento: formado

Re: Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Qui Jan 26, 2012 17:32

Obrigado por responder. Então, o contexto é dum curso de álgebra linear para mestrado, ou um segundo curso de álgebra linear para graduação. Nenhuma hipóstese além das que estão no enunciado podem ser usadas.
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando

Re: Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Qui Jan 26, 2012 17:34

Se quiser tentar resolver, seria bom, mas acabei resolvendo.
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando

Re: Algebra Linear

Mensagempor LuizAquino » Qui Jan 26, 2012 18:25

nietzsche escreveu:Se quiser tentar resolver, seria bom, mas acabei resolvendo.


Já que você resolveu, então por favor poste a sua resolução.

Dessa forma, esse tópico ficará completo para futuras referências.
professoraquino.com.br | youtube.com/LCMAquino | @lcmaquino

"Sem esforço, não há ganho."
Dito popular.
Avatar do usuário
LuizAquino
Colaborador Moderador - Professor
Colaborador Moderador - Professor
 
Mensagens: 2654
Registrado em: Sex Jan 21, 2011 09:11
Localização: Teófilo Otoni - MG
Formação Escolar: PÓS-GRADUAÇÃO
Área/Curso: Mestrado - Modelagem Computacional
Andamento: formado

Re: Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Qui Jan 26, 2012 20:33

Queremos provar que:
Para todo v \in Nuc(ToS-I) => v=0.

Para todo v \in Nuc(ToS-I), temos pela definição de núcleo que (ToS-I)(v) = 0. (*)
Aplicando S dos dois lados e usando que S é uma transformação linear: S(ToS-I)(v) = S(0) = 0.
Usando a dica, temos que: (SoT-I)oS(v)=0.
Por hipótese, se SoT-I é injetiva, então Nuc(SoT) = {0}.
Portanto, Sv=0.
Usando que Sv=0 em (*): (ToS-I)(v) = (ToS)(v) -Iv = T(S(v)) - v = T(0)- v =0.
Usando que T é linear: v = T(0) = 0.
Portanto, v=0.
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando

Re: Algebra Linear

Mensagempor LuizAquino » Qui Jan 26, 2012 21:16

nietzsche escreveu:Queremos provar que:
Para todo v \in Nuc(ToS-I) => v=0.

Para todo v \in Nuc(ToS-I), temos pela definição de núcleo que (ToS-I)(v) = 0. (*)
Aplicando S dos dois lados e usando que S é uma transformação linear: S(ToS-I)(v) = S(0) = 0.
Usando a dica, temos que: (SoT-I)oS(v)=0.
Por hipótese, se SoT-I é injetiva, então Nuc(SoT) = {0}.
Portanto, Sv=0.
Usando que Sv=0 em (*): (ToS-I)(v) = (ToS)(v) -Iv = T(S(v)) - v = T(0)- v =0.
Usando que T é linear: v = T(0) = 0.
Portanto, v=0.


Boa solução. Ela serve tanto para V com dimensão finita ou infinita.

Apenas há um erro de digitação na passagem "(...) se SoT-I é injetiva, então Nuc(SoT) = {0}". Na verdade, a última parte seria "então Nuc(SoT-I) = {0}".

Aproveito para fazer uma observação sobre o caminho que indiquei. Eu escrevi acima que:

"(...)
Por hipótese, (S\circ T - I) é injetora. Como sabemos que I é injetora, temos que S será injetora.
(...)"

Caso S seja o operador identicamente nulo, temos que (S\circ T - I) é injetora mesmo sendo S não injetora.

Entretanto, mesmo nesse caso, temos que (T\circ S - I) é injetora.
professoraquino.com.br | youtube.com/LCMAquino | @lcmaquino

"Sem esforço, não há ganho."
Dito popular.
Avatar do usuário
LuizAquino
Colaborador Moderador - Professor
Colaborador Moderador - Professor
 
Mensagens: 2654
Registrado em: Sex Jan 21, 2011 09:11
Localização: Teófilo Otoni - MG
Formação Escolar: PÓS-GRADUAÇÃO
Área/Curso: Mestrado - Modelagem Computacional
Andamento: formado

Re: Algebra Linear

Mensagempor nietzsche » Qui Jan 26, 2012 23:24

É verdade, tem um erro de digitação. Porém tentei editar o post mas não consegui. Mas obrigado por avisar.
Então, se S é idenicamente nula, vale. Mas se fizer como você disse, assumir que S é injetora, T seria injetora, I injetora, então a composição, soma, etc, também seria injetora e a parte que restaria é provar essas passagens. Valeu pela discussão, achei bem proveitosa.
nietzsche
Usuário Parceiro
Usuário Parceiro
 
Mensagens: 99
Registrado em: Qua Jan 12, 2011 14:09
Formação Escolar: GRADUAÇÃO
Área/Curso: Matemática
Andamento: cursando


Voltar para Álgebra Elementar

 



  • Tópicos relacionados
    Respostas
    Exibições
    Última mensagem

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 2 visitantes

 



Assunto: método de contagem
Autor: sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 09:10

Veja este exercício:

Se A = {x \in Z \hspace{1mm} | \hspace{1mm} \frac{20}{x} = n, n \in N} e B = {x \in R \hspace{1mm} | \hspace{1mm} x = 5m, m \in z}, então o número de elementos A \cap B é:

Eu tentei resolver este exercício e achei a resposta "três", mas surgiram muitas dúvidas aqui durante a resolução.

Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?

No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:

existe oposto de zero?
existe inverso de zero?
zero é par, certo?
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x?
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z?
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z?

A resposta é 3?

Obrigado.


Assunto: método de contagem
Autor: Molina - Seg Mai 25, 2009 20:42

Boa noite, sinuca.

Se A = {x \in Z \hspace{1mm} | \hspace{1mm} \frac{20}{x} = n, n \in N} você concorda que n só pode ser de 1 a 20? Já que pertence aos naturais?
Ou seja, quais são os divisores de 20? Eles são seis: 1, 2, 4, 5, 10 e 20.
Logo, o conjunto A é A = {1, 2, 4, 5, 10, 20}

Se B = {x \in R \hspace{1mm} | \hspace{1mm} x = 5m, m \in z} você concorda que x será os múltiplos de 5 (positivos e negativos)? Já que m pertence ao conjunto Z?
Logo, o conjunto B é B = {... , -25, -20, -15, -10, -5, 0, 5, 10, 15, 20, 25, ...

Feito isso precisamos ver os números que está em ambos os conjuntos, que são: 5, 10 e 20 (3 valores, como você achou).

Vou responder rapidamente suas dúvidas porque meu tempo está estourando. Qualquer dúvida, coloque aqui, ok?

sinuca147 escreveu:No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:

existe oposto de zero? sim, é o próprio zero
existe inverso de zero? não, pois não há nenhum número que multiplicado por zero resulte em 1
zero é par, certo? sim, pois pode ser escrito da forma de 2n, onde n pertence aos inteiros
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x? Sim, pois basta pegar x e multiplicar por -1 que encontramos -x
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z? Sim, tais perguntando se todo número é multiplo de si mesmo
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z? Sim, pois basta pegar -z e multiplicar por -1 que encontramos x

A resposta é 3? Sim, pelo menos foi o que vimos a cima


Bom estudo, :y:


Assunto: método de contagem
Autor: sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 23:35

Obrigado, mas olha só este link
http://www.colegioweb.com.br/matematica ... ro-natural
neste link encontra-se a a frase:
Múltiplo de um número natural é qualquer número que possa ser obtido multiplicando o número natural por 0, 1, 2, 3, 4, 5, etc.

Para determinarmos os múltiplos de 15, por exemplo, devemos multiplicá-lo pela sucessão dos números naturais:

Ou seja, de acordo com este link -5 não poderia ser múltiplo de 5, assim como 5 não poderia ser múltiplo de -5, eu sempre achei que não interessava o sinal na questão dos múltiplos, assim como você me confirmou, mas e essa informação contrária deste site, tem alguma credibilidade?

Há e claro, a coisa mais bacana você esqueceu, quero saber se existe algum método de contagem diferente do manual neste caso:
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?