por Gabi Biel » Qui Out 17, 2013 20:37
Primeiro de tudo, não sei se esse é o local certo para postar, peço desculpas se não for. Mas é uma dúvida que tnho, sobre um desafio que envolva probabilidade, então achei que aqui seria o local correto.
Eu e um conhecido estamos discutindo sobre a solução de um problema de matemática.
Que pode ser encontrado aqui, na questão 16, junto com um link para a resolução.
http://mathproblems.info/group1.htmlA questão é a seguinte:
A box contains two coins. One coin is heads on both sides and the other is heads on one side and tails on the other. One coin is selected from the box at random and the face of one side is observed. If the face is heads what is the probability that the other side is heads?.
Uma tradução próxima seria essa:
Dentro de uma caixa há duas moedas. Uma moeda tem duas faces com "Cara" e a outra possui uma face "Cara" e outra "Coroa". Uma moeda é pega aleatoriamente e é observada sua face. Se a face observada for cara, qual é a probabilidade da outra face da moeda também ser cara?
Bom, eu pensei que já que temos uma face que é revelada e determinada pelo problema, é como se jogássemos a moeda e o resultado desse cara. Logo, a chance de ser cara, na outra face, é a mesma da chance de tirar uma moeda com dupla face cara. Ou seja, 50%
Daqui para frente, usarei:
C = Cara
Co = Coroa
Porém, meu conhecido insiste na solução vista em:
http://mathproblems.info/prob16s.htmApresenta o seguinte pensamento:
Probabilidades das moedas:
Moeda/~~/ Face vista/~~/Face Oculta
Duas caras/~~/C¹/~~/C²
Duas caras/~~/C²/~~/C¹
Normal/~~/C/~~/Co
Normal/~~/Co/~~/C
Voltando o ao que o enigma diz, se a face for cara, qual a chance de a outra face tbm ser. O dono do site disse que é 2/3, tendo em vista a tabela acima, já que 3 dos resultados deram cara na face de cima e 2 deles tem a face de baixo como cara. Tem lógica, mas...
Aí que reside o problema:
A pergunta não foi "Se pegarmos aleatoriamente uma moeda e lançarmos qual a probabilidade de dar cara e a outra face também ser cara". Ai sim, talvez, esse resultado fosse satisfatório.
Mas a pergunta se refere a um resulta já obtido, como se fosse um lançamento já feito, e não à probabilidade de lançar a atingir resultados.
A questão diz que vimos uma face e que era Cara, ou seja, partimos da idéia que já temos um resultado. Logo, se a moeda de duas caras cair c¹/c² ou cair c²/c¹ não faz diferença. A pergunta é a respeito da probabilidade da face DE BAIXO ser cara.
O que vocês acham? Por favor postem cálculos e resolução se possível.
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por temujin » Sex Out 18, 2013 16:13
Olá.
Acho que o que causa esta confusão é que vc está considerando os eventos independentes, quando de fato não são. O resultado possível da segunda extração depende de qual a moeda foi tirada na primeira.
Este é um exemplo clássico da aplicação do Teorema de Bayes. Vamos por partes. Pelo conceito de probabilidade condicional:

Aplicando o Teorema de Bayes, podemos reescrever como:

Seja A o evento tirar cara na moeda com duas caras e B o evento tirar cara na moeda com uma cara. Então,

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por Gabi Biel » Sáb Out 19, 2013 01:50
temujin escreveu:Olá.
Acho que o que causa esta confusão é que vc está considerando os eventos independentes, quando de fato não são. O resultado possível da segunda extração depende de qual a moeda foi tirada na primeira.
Mas o problema diz que uma moeda foi tirada ao acaso e uma face foi revelada. Para facilitar, vamos apenas imaginar que tiramos uma moeda qualquer e colocamos ela à mostra em algum lugar.
A pergunta diz, se a face for cara, qual as chances de a outra também ser. Mas ao meu ver, a face já foi revelada, e não há porque considerarmos um lançamento ou a chance de a primeira dar cara. Ou seja, não tem porque c1/c² ser considerado diferente c²/c¹, já que o problema diz que uma face foi cara.
SE o problema perguntasse a probabilidade de pegarmos, revelarmos, ser cara e a de baixo também ser cara, aí sim acho que estaria correto.
Mas o que você acha? Se você achar diferente, poderíamos considerar a pergunta com,o ambígua então.
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por temujin » Sáb Out 19, 2013 15:52
Mas o ponto importante aqui é que o fato de uma moeda ter sido retirada afeta a probabilidade da segunda extração. Pra simplificar imagine que na primeira moeda retirada a face fosse coroa. Qual seria a probabilidade de a segunda ser cara?? Seria 1, pois a moeda restante tem duas faces cara. Ou seja, o resultado da primeira afetou a probabilidade da segunda.
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por Gabi Biel » Sáb Out 19, 2013 19:37
temujin escreveu:Mas o ponto importante aqui é que o fato de uma moeda ter sido retirada afeta a probabilidade da segunda extração. Pra simplificar imagine que na primeira moeda retirada a face fosse coroa. Qual seria a probabilidade de a segunda ser cara?? Seria 1, pois a moeda restante tem duas faces cara. Ou seja, o resultado da primeira afetou a probabilidade da segunda.
Entendo que tirar um afeta o segundo, mas o exercício nos dá uma situação após termos revelado a primeira face.
Vamos colocar da seguinte forma:
Tiramos uma das duas moedas e revelamos sua face, que foi cara. O exercício nos dá a situação até aqui, depois ele pergunta. A partir daí vamos pensar:
A probabilidade da face de baixo ser cara, depende de qual moeda tiramos (50%/50%).
Voltando ao exercício de imaginação, se tiramos a moeda honesta, a de baixo é coroa. Se tiramos a "duas caras" a de baixo é cara.
E como foi nos dito que a face revelada era cara, se for a moeda de duas caras, tanto faz qual está para cima e qual está para baixo, pois as duas são caras.
Eu ainda acho que podemos colocar da seguinte forma:Há duas moedas, uma com as face 1 e 3 e outra com as faces 5 e 0. Tiramos uma e revelamos sua face. O Número revelado é ímpar. QUal a chance do número de baixo também ser ímpar.
Nesse caso, se pegarmos a moeda "1/3", se o número revelado for 1 ou 3 tanto faz, pois ambos são ímpares e a face opositora também será.
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por temujin » Sáb Out 19, 2013 21:05
Olá, Gabi.
Acho que na verdade vc está procurando uma solução muito complexa para um problema relativamente simples.
Gabi Biel escreveu:Entendo que tirar um afeta o segundo
Se vc aceita que afeta, então a probabilidade de a segunda ser cara certamente não pode ser 50%, concorda?
Gabi Biel escreveu:
Tiramos uma das duas moedas e revelamos sua face, que foi cara. O exercício nos dá a situação até aqui, depois ele pergunta. A partir daí vamos pensar:
A probabilidade da face de baixo ser cara, depende de qual moeda tiramos (50%/50%).
50% é a probabilidade de a moeda ser honesta ou não.
Gabi Biel escreveu:Voltando ao exercício de imaginação, se tiramos a moeda honesta, a de baixo é coroa. Se tiramos a "duas caras" a de baixo é cara.
E como foi nos dito que a face revelada era cara, se for a moeda de duas caras, tanto faz qual está para cima e qual está para baixo, pois as duas são caras.
Ao tirar a primeira moeda e revelar a face cara, nós não sabemos qual delas foi tirada. É por isto que os eventos não são independentes.
Pense um pouco a respeito disto. É a ideia central da probabilidade condicional. A ocorrência de um determinado evento altera o espaço amostral do outro evento relacionado.
O ponto chave nesta questão é que vc não tem como saber qual das duas moedas foi tirada, pois ambas têm pelo menos uma face cara.
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Assunto:
método de contagem
Autor:
sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 09:10
Veja este exercício:
Se A = {

} e B = {

}, então o número de elementos A

B é:
Eu tentei resolver este exercício e achei a resposta "três", mas surgiram muitas dúvidas aqui durante a resolução.
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?
No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:
existe oposto de zero?
existe inverso de zero?
zero é par, certo?
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x?
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z?
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z?
A resposta é 3?
Obrigado.
Assunto:
método de contagem
Autor:
Molina - Seg Mai 25, 2009 20:42
Boa noite, sinuca.
Se A = {

} você concorda que n só pode ser de 1 a 20? Já que pertence aos naturais?
Ou seja, quais são os divisores de 20? Eles são seis: 1, 2, 4, 5, 10 e 20.
Logo, o conjunto A é
A = {1, 2, 4, 5, 10, 20}
Se B = {

} você concorda que x será os múltiplos de 5 (positivos e negativos)? Já que m pertence ao conjunto Z?
Logo, o conjunto B é
B = {... , -25, -20, -15, -10, -5, 0, 5, 10, 15, 20, 25, ...
Feito isso precisamos ver os números que está em ambos os conjuntos, que são:
5, 10 e 20 (3 valores, como você achou).
Vou responder rapidamente suas dúvidas porque meu tempo está estourando. Qualquer dúvida, coloque aqui, ok?
sinuca147 escreveu:No processo de determinação dos elementos do conjunto B o que achei foi basicamente os múltiplos de cinco e seus opostos, daí me surgiram estas dúvidas:
existe oposto de zero? sim, é o próprio zero
existe inverso de zero? não, pois não há nenhum número que multiplicado por zero resulte em 1
zero é par, certo? sim, pois pode ser escrito da forma de 2n, onde n pertence aos inteiros
sendo x um número natural, -x é múltiplo de x? Sim, pois basta pegar x e multiplicar por -1 que encontramos -x
sendo z um número inteiro negativo, z é múltiplo de z? Sim, tais perguntando se todo número é multiplo de si mesmo
sendo z um número inteiro negativo, -z é múltiplo de z? Sim, pois basta pegar -z e multiplicar por -1 que encontramos x
A resposta é 3? Sim, pelo menos foi o que vimos a cima
Bom estudo,

Assunto:
método de contagem
Autor:
sinuca147 - Seg Mai 25, 2009 23:35
Obrigado, mas olha só este link
http://www.colegioweb.com.br/matematica ... ro-natural
neste link encontra-se a a frase:
Múltiplo de um número natural é qualquer número que possa ser obtido multiplicando o número natural por 0, 1, 2, 3, 4, 5, etc.
Para determinarmos os múltiplos de 15, por exemplo, devemos multiplicá-lo pela sucessão dos números naturais:
Ou seja, de acordo com este link -5 não poderia ser múltiplo de 5, assim como 5 não poderia ser múltiplo de -5, eu sempre achei que não interessava o sinal na questão dos múltiplos, assim como você me confirmou, mas e essa informação contrária deste site, tem alguma credibilidade?
Há e claro, a coisa mais bacana você esqueceu, quero saber se existe algum método de contagem diferente do manual neste caso:
Para determinar os elementos do conjunto A, eu tive de basicamente fazer um lista de vinte dividido por todos os números naturais maiores que zero e menores que vinte e um, finalmente identificando como elementos do conjunto A os números 1, 2, 4, 5, 10 e 20. Acho que procedi de maneira correta, mas fiquei pensando aqui se não existiria um método mais "sofisticado" e prático para que eu pudesse identificar ou ao menos contar o número de elementos do conjunto A, existe?
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