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Somatórios

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Mensagempor Douglasm » Ter Fev 23, 2010 11:17

Eu resolvi a seguinte questão e encontrei uma resposta diferente do gabarito. Eis a questão:

Calcule \sum_{k=0}^n (k+1) C_n ^k.

Minha resolução:

\sum_{k=0}^n (k+1) C_n ^k = \sum_{k=0}^n (k+1).\sum_{k=0}^n C_n ^k

\sum_{k=0}^n (k+1) C_n ^k = 2^n \sum_{k=0}^n C_{k+1} ^1

(Os resultados são obtidos através dos teoremas das colunas e das linhas do triângulo de Pascal, respectivamente.)

\sum_{k=0}^n (k+1) C_n ^k = C_{n+2} ^2 . 2^n = (n+2)(n+1).2^{n-1}

No gabarito a resposta é somente (n+2).2^{n-1}

Será que estou fazendo errado mesmo ou o gabarito esqueceu o (n+1)?
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Re: Somatórios

Mensagempor Mathmatematica » Dom Jun 06, 2010 21:44

Olá Douglas!
Infelizmente você está fazendo errado. A passagem \sum^n_{k=0}(k+1)C^k_{n}=\sum^n_{k=0}(k+1)\sum^n_{k=0}C^k_n está errada. Não entendi muito bem o que é C^k_n (não seria C^n_k?).
Mas voltando ao erro: o fator (k+1) possui um k e o k no somatório está variando. Da mesma forma, o fator C^k_n também possui um k e, no somatório, o k varia. Como o que eu sei sobre somatório é pouco vou tentar explicar com um contra-exemplo para aquela passagem:

\sum^n_{k=1}k^2=1^2+2^2+3^2+ \cdots + n^2

\left(\sum^n_{k=1}k\right)^2=(1+2+3+4+5+ \cdots n)^2

Como podemos perceber \sum^n_{k=1}k^2\ne \left(\sum^n_{k=1}k\right)^2. De acordo com a sua passagem teríamos:

\sum^n_{k=1}k^2=\sum^n_{k=1}k.k=\sum^n_{k=1}k\sum^n_{k=1}k=\left(\sum^n_{k=1}k\right)^2

Espero que tenha entendido. (Vou estudar mais o assunto.... Preciso explicar melhor!!!)
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Re: Somatórios

Mensagempor Douglasm » Dom Jun 06, 2010 22:42

Olá Mathmatematica. Obrigado por trazer a tona essa questão (ela é de 3 meses atrás =P), pois hoje consegui resolvê-la, graças a Gauss! Vou postar aqui para o caso de alguém se interessar:

\sum_{k=0}^n (k+1) C_k^n  = 1.(C_0^n) + 2.(C_1^n) + ... + n.(C_{n-1}^n) + (n+1).(C_n^n)

Lembrando que:

C_0^n = C_n^n \; ; \; C_1^n = C_{n-1}^n \; (...)

Somando os termos nas extremidades:

\sum_{k=0}^n (k+1) C_k^n  = \frac{(n+2) \sum_{k=0}^n C_k^n}{2} \therefore

\sum_{k=0}^n (k+1) C_k^n  = (n+2)2^{n-1}

Até a próxima.
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Assunto: Taxa de variação
Autor: felipe_ad - Ter Jun 29, 2010 19:44

Como resolvo uma questao desse tipo:

Uma usina de britagem produz pó de pedra, que ao ser depositado no solo, forma uma pilha cônica onde a altura é aproximadamente igual a 4/3 do raio da base.
(a) Determinar a razão de variação do volume em relação ao raio da base.
(b) Se o raio da base varia a uma taxa de 20 cm/s, qual a razão de variação do volume quando o raio mede 2 m?

A letra (a) consegui resolver e cheguei no resultado correto de \frac{4\pi{r}^{2}}{3}
Porem, nao consegui chegar a um resultado correto na letra (b). A resposta certa é 1,066\pi

Alguem me ajuda? Agradeço desde já.


Assunto: Taxa de variação
Autor: Elcioschin - Qua Jun 30, 2010 20:47

V = (1/3)*pi*r²*h ----> h = 4r/3

V = (1/3)*pi*r²*(4r/3) ----> V = (4*pi/9)*r³

Derivando:

dV/dr = (4*pi/9)*(3r²) -----> dV/dr = 4pi*r²/3

Para dr = 20 cm/s = 0,2 m/s e R = 2 m ----> dV/0,2 = (4*pi*2²)/3 ----> dV = (3,2/3)*pi ----> dV ~= 1,066*pi m³/s


Assunto: Taxa de variação
Autor: Guill - Ter Fev 21, 2012 21:17

Temos que o volume é dado por:

V = \frac{4\pi}{3}r^2


Temos, portanto, o volume em função do raio. Podemos diferenciar implicitamente ambos os lados da equação em função do tempo, para encontrar as derivadas em função do tempo:

\frac{dV}{dt} = \frac{8\pi.r}{3}.\frac{dr}{dt}


Sabendo que a taxa de variação do raio é 0,2 m/s e que queremos ataxa de variação do volume quando o raio for 2 m:

\frac{dV}{dt} = \frac{8\pi.2}{3}.\frac{2}{10}

\frac{dV}{dt} = \frac{16\pi}{15}